Após três semanas de intensas atividades, foi realizado o encerramento do Colóquio Brasil-França sobre Direito, Cidadania e Identidade, no salão nobre da Faculdade de Direito da UFF. A última atividade acadêmica foi a realização de uma mesa de debates sobre o documentário "Vocação do poder" (2005, Eduardo Escorel & José Joffily, 110'). Ela foi dirigida por Roberto Fragale Filho, contando com a participação de Philippe Rigoulot (Université de Montpellier I), Renan Aguiar (conselheiro, OAB-RJ) e Ronaldo Lobão (Direito Público, FD-UFF). Na foto ao lado: da esquerda para direita. O debate contou com a presença, ainda, de Michel Miaille. Este foi o terceiro debate sobre documentários. Este tipo de atividade foi realizado ao longo do Colóquio e demonstrou-se como bastante enriquecedora. O primeiro documentário foi "Justiça" (2004, Maria Augusta Ramos, 100'). Ele recebeu comentários de Eric Soriano (Université de Montpellier III), com direção dos trabalhos de Joaquim Leonel Alvim. O plano inicial era exibir "10ème chambre: instantes d'audience" (2003, Raymond Depardon, 105'). Entretanto, a versão disponível não possuía nenhum tipo legendas (nem em francês!). Isto inviabilizaria a compreensão pelos discentes. Desta forma, a opção foi trabalhar o filme brasileiro. Obviamente, a obra geral de Depardon é interessante para fomentar um debate sobre o filme de Maria Augusta Ramos. O diretor francês possui dois outros filmes sobre o sistema de justiça francês: "Délits flagrants" (1994, 105') e "Faits divers"(1982, 108'). O primeiro acompanha detidos em um comissariado de polícia, antes que eles entrem em contato com seus advogados. O segundo documentário enfoca o trabalho policial, marcado pelo seu cotidiano em lidar com a violência.sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Encerramento do Colóquio Brasil-França!
Após três semanas de intensas atividades, foi realizado o encerramento do Colóquio Brasil-França sobre Direito, Cidadania e Identidade, no salão nobre da Faculdade de Direito da UFF. A última atividade acadêmica foi a realização de uma mesa de debates sobre o documentário "Vocação do poder" (2005, Eduardo Escorel & José Joffily, 110'). Ela foi dirigida por Roberto Fragale Filho, contando com a participação de Philippe Rigoulot (Université de Montpellier I), Renan Aguiar (conselheiro, OAB-RJ) e Ronaldo Lobão (Direito Público, FD-UFF). Na foto ao lado: da esquerda para direita. O debate contou com a presença, ainda, de Michel Miaille. Este foi o terceiro debate sobre documentários. Este tipo de atividade foi realizado ao longo do Colóquio e demonstrou-se como bastante enriquecedora. O primeiro documentário foi "Justiça" (2004, Maria Augusta Ramos, 100'). Ele recebeu comentários de Eric Soriano (Université de Montpellier III), com direção dos trabalhos de Joaquim Leonel Alvim. O plano inicial era exibir "10ème chambre: instantes d'audience" (2003, Raymond Depardon, 105'). Entretanto, a versão disponível não possuía nenhum tipo legendas (nem em francês!). Isto inviabilizaria a compreensão pelos discentes. Desta forma, a opção foi trabalhar o filme brasileiro. Obviamente, a obra geral de Depardon é interessante para fomentar um debate sobre o filme de Maria Augusta Ramos. O diretor francês possui dois outros filmes sobre o sistema de justiça francês: "Délits flagrants" (1994, 105') e "Faits divers"(1982, 108'). O primeiro acompanha detidos em um comissariado de polícia, antes que eles entrem em contato com seus advogados. O segundo documentário enfoca o trabalho policial, marcado pelo seu cotidiano em lidar com a violência.quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Publicação da Escola de Direito de São Paulo (EDESP), da Fundação Getulio Vargas
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Abertura do Colóquio Brasil-França sobre Direito, Cidadanie e Identidade
O diretor da Faculdade saudou o evento, bem como a presença de Michel Miaille, reiterando que a unidade está cada vez mais avançando em termos de convênios internacionais, bem como em relação à produção científica. O diretor do CES acompanhou estas palavras, frisando o espírio de cooperação acadêmica da unidade. A conferência foi atendida por um razoável número de discentes da graduação e do programa de pós-graduação em sociologia e direito (PPGSD). Vários docentes também compareceram, como Wilson Madeira Filho, Alexandre Veronese, Joaquim Leonel Alvim e Ronaldo Lobão. Os pesquisadores estrangeiros, Philippe Rigoulot e Eric Soriano, em missão de pesquisa ao Brasil, mas também pelo Colóquio, assistiram ao evento.O conteúdo da conferência.
O tema da educação jurídica contemporânea está relacionado em parte com a situação geral da educação e da produção científica. Ele também guarda proximidade com a função dos juristas na sociedade e no Estado. Neste sentido pode ser compreendida a referência inicial de Miaille sobre os trabalhos de Pierre Bourdieu. Historicamente, o campo jurídico moderno sempre se relacionou com o poder constituído em termos de reprodução das elites administrativas e sociais. Para Miaille, a França vem experimentando uma decadência e isolamento das faculdades de direito em sua capacidade de fornecer quadros para a elite estatal, bem como não forma os escalões inferiores da administração. Resta formar os advogados, que compõem um estrato médio do campo jurídico. Ele traçou um paralelo com a queda do antigo modelo de universidade européia, onde a modernidade revolucionou as necessidades sociais. Desta forma, as pesquisas e estudos mais relevante do século XV e XVI foram produzidos fora delas. Basta pensar em Renée Descartes para compreender o paralelo traçado por Miaille.
O quadro fixado por ele é bastante enriquecedor para se pensar o dilema imposto às faculdades de direito dos mais diversos países. Dentre eles, é possível pensar no caso brasileiro. Obviamente, a certificação em direito (bacharelado) é relevante, se pensada em termos de condição de acesso para determinadas funções (requisito para determinados cargos públicos ou para a advocacia). É questão de acesso a um determinado mercado de trabalho protegido. Mas o ponto central é dimensionar onde é produzido o conhecimento institucional capaz de colaborar com o desenvolvimento social e econômico. Neste sentido, o exemplo fornecido por Miaille sobre o desconhecimento acerca da reforma universitária francesa pelos docentes de direito é esclarecedor. O rísco é que as faculdades tenham se tornado apenas espaços de reprodução de um conhecimento estéril em termos de compreensão do complexo mundo social. Se não há compreensão, diminiu-se a capacidade de intervenção. Como a demanda por explicações sociais continua em curso, este conhecimento é produzido em outros locais, como nas instituições da área de ciências sociais (sociologia, antropologia e ciência política), bem como nos institutos de economia. Foi um bom início para uma semana que será repleta de atividades. Confira a programação e novas informações neste blog!
domingo, 9 de setembro de 2007
Métodos em Direito Internacional
23rd World Congress of Philosophy of Law and Social Philosophy (Krakow 2007)
Os resumos estão publicados nos anais do Congresso, que podem ser acessados pela página do mesmo. (Página do 23rd Congresso: http://www.law.uj.edu.pl/ivr2007/). A colega Miaofen Chen (Taiwan) encaminhou foto (tirada por Leonel Pêssoa, UNINOVE) daqueles que atenderam o grupo de trabalho 1B:
Sempre da esquerda para direita. Parte superior: Loli (U. Granada, ES) e José Maria Martinez (U. Pablo de de Olavide, ES). Parte intermediária: Alexandre Veronese (U. Federal Fluminense, BR), Miaofen Chen (National Taiwan U., TW), Rafael Rodriguez (U. Pablo de Olavide, ES). Parte inferior: Miracy Gustin (U. Federal de Minas Gerais, BR). O trabalho de Alexandre Veronese (PPT convertido para PDF, em inglês) está disponível para ser enviado para quem o solicitar. Basta enviar um e-mail!
Sobre o evento, em geral.
O evento teve diversas atividades de enorme relevo. Um exemplo foi a conferência de abertura, oferecida por Fred Schauer (Harvard). Sua fala foi marcada pela tentativa de localizar um conceito operacional de direito para os debates acerca da decisão. O ponto final foi que um conceito contemporâneo de direito requer integração com acervos teóricos de outras ciências, em especial da Sociologia. A agenda de pesquisa de Schauer vem tendo boa acolhida no Brasil. Noel Strüchiner, professor da FND-UFRJ, estudou com ele nos Estados Unidos e trouxe-o para um memorável seminário realizado em 2005 no IBMEC-Rio (Fac. Direito Evandro Lins e Silva). Um interessante comentário sobre a palestra de Schauer pode ser acessado em http://lsolum.typepad.com/legaltheory/2007/08/ivrin-krakow-fr.html. O novo presidente do IVR é Neil MacCormick, pesquisador da Law School da Edinburgh University (http://www.law.ed.ac.uk/), Escócia, que recentemente teve a sua clássica obra "Argumentação Jurídica e Teoria do Direito" traduzida para o português pela Martins Fontes (2006). Página do IVR: http://www.cirfid.unibo.it/ivr/
